MAI entregou lista de faturas relacionadas com obras na casa do Alentejo ao jornal Observador

MAI entregou lista de faturas relacionadas com obras na casa do Alentejo ao jornal Observador

A Alcampos, empresa da mulher de Luís Neves, recebeu faturas emitidas por 13 empresas diferentes no valor de 23 mil euros.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: João Marques - RTP

O ministro da Administração Interna entregou a lista detalhada de 108 faturas relacionadas com as obras da casa do Alentejo ao jornal Observador.

A empresa Alcampos, da mulher de Luís Neves, recebeu faturas emitidas por 13 empresas diferentes. O valor total faturado à empresa em nome da mulher de Luís Neves ascendeu a 23 mil euros. 
A Construbarcelos, do construtor João Carvalho, é a empresa com o valor mais alto faturado: cinco mil euros através da emissão de duas faturas datadas de 11 e 20 de fevereiro de 2025. Para além disso há faturas de compras de materiais de construção a outras empresas e mobiliário. 

As mais de 100 faturas foram passadas entre 7 de fevereiro de 2024 e 26 de junho de 2026.

O ministro da Administração Interna tinha prometido revelar as faturas no final das obras. Terá entretanto mudado de ideias quando decidiu enviar os documentos ao Observador.

Luís Neves diz que não vai dar mais esclarecimentos sobre as obras da casa no Alentejo.

A Câmara de Odemira anunciou ontem estar a investigar eventuais irregularidades nas construções que decorrem na propriedade de Luís Neves, em particular uma piscina, apresentada pelo ministro como “um tanque”, para o qual não hou qualquer pedido e que está a gerar dúvidas sobre a obrigatoriedade deste.

A Associação Transparência Internacional defende que o Luís neves podia ter recusado assinar os contratos quando era diretor nacional da Polícia Judiciária.

Ouvida pela RTP esta tarde, a ministra da Justiça defendeu o seu colega de executivo, sublinhando que se existe alguma coisa a apontar neste caso "é como alguém pode reagir ou aceitar sem indignação que a sua vida e a sua casa, sem qualquer autorização, seja invadida”.



Rita Júdice critica o que chamou de invasão “seja por quem for. O direito à informação é importante, o trabalho jornalístico é importante, mas há limites que têm de ser respeitados".

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